quinta-feira, 6 de junho de 2013

Antes que venham as Festas Juninas...


                     Há pastores que não ligam para o assunto (e eu conheço inúmeros deles), porém existem os que acreditam na relevância espiritual do debate: “Pode um cristão evangélico participar de uma festa Junina?”
                     Grande parte do meu stress ministerial se deu por conta de não concordar com a participação de membros de igrejas evangélicas em festividades de comunidades católicas. Respeito e tenho diversos amigos católicos, entretanto discordo com o posicionamento doutrinário dos mesmos.
                   Eu explico com 5 razões:
                   1º) A festa junina é essencialmente uma festa católica para que “os santos” possam ser lembrados - Como se sabe, estas festas fazem referência a Santo Antonio (13 de junho), São João (24 de junho) e a São Pedro (29 de junho) – Fuja da Idolatria;
                   2º) Por ser parte do culto católico, ocorrem rezas, canções, missas e alegorias – Jesus não é e nunca será o Único adorado !
                   3º) Nestes ambientes são vendidos bebidas alcoólicas, ocorrendo muitas vezes a embriaguez e conseqüências advindas do excessivo uso do álcool – “Fuja da aparência do Mal”;
                  4º) Há shows promovidos idênticos às Boates, sendo a única diferença que não se está dentro de quarto paredes (eu lembro que em uma ocasião, numa cidade aonde morei, toda a cidade ficou escandalizada com uma artista que se despiu em público) – “...que não se assenta na roda dos escarnecedores...”
                   5º) Comer um milho verde, uma maçã do amor ou um bolo de mandioca não é pecado. Porém, quando estas e outras comidas e doces são oferecidas a estes santos e, sua venda irá patrocinar mais idolatria, ai encontramos um grave problema !
                  A Bíblia diz: “Coríntios 10:14, 20-22, 28
14 Portanto, meus amados, fugi da idolatria. 20 Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios. 21 Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios. 22 Ou irritaremos o Senhor? Somos nós mais fortes do que ele? 28 Mas, se alguém vos disser: Isto foi sacrificado aos ídolos, não comais, por causa daquele que vos advertiu e por causa da consciência; porque a terra é do Senhor, e toda a sua plenitude.”
                 Paulo foi claro: Quando se adora ou se festeja um santo, na verdade está se adorando e festejando aos demônios.
                 Mas alguns me perguntam: “Mas Pastor, e eu que trabalho numa escola e sou obrigado a participar para arrecadação de fundos? E meu filho que vai perder nota se não participar?”
                 Eu sugiro: Procure a direção da escola de forma amigável, solicitando uma atividade alternativa e explicando sua situação. Caso não dê certo, o jeito é apelar pela lei, que na Constituição Brasileira defende a liberdade religiosa.
                     Art. 5º -
                      VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;
                    VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para    eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;
                  O assunto é sério. Infelizmente, em minha denominação tradicional se evita falar sobre o assunto, em virtude da pressão que pastores (especialmente de cidades do interior) sofrem. Enquanto alguns condenam, outros ali “da esquina” aceitam... Mas a verdade é uma só – É Pecado de Idolatria.
                  Nas igrejas pentecostais históricas, o assunto é tema de disciplina. E paradoxalmente, não se vê os esvaziamentos dos cultos pelo alegado “exagero” em não se permitir tal associação em festas pagãs.
                  Quando uma inquietante questão vem a nossa mente, nos perguntamos: “Por que não vemos o número de conversões e batismos de outrora?”
                 A resposta é óbvia: Que união pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunidade entre a luz e as trevas? Que compatibilidade pode haver entre Cristo e Belial? Ou que acordo entre o fiel e o infiel? Como conciliar o templo de Deus e os ídolos? Porque somos o templo de Deus vivo, como o próprio Deus disse: Eu habitarei e andarei entre eles, e serei o seu Deus e eles serão o meu povo {Lv 26,11s}.
2 Coríntios 6:14-16