segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Blog do Pr. Neemias Lima: Pastor Evangélico se dedica à Astronomia

Blog do Pr. Neemias Lima: Pastor Evangélico se dedica à Astronomia: Eduardo Baldaci é um jovem pastor da denominação batista e há muito se dedica aos estudos da Astronomia. Entendendo que o estudo o aproxim...

domingo, 4 de novembro de 2012

Blog do Pr. Neemias Lima: Pastor evangélico explora a Astronomia e lança pro...

Blog do Pr. Neemias Lima: Pastor evangélico explora a Astronomia e lança pro...: Pr. Eduardo Baldaci Pedido de Oração: Hoje está tendo início a divulgação de 90 dias que antecede o Lançamento do Projeto para a ...

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

AINDA FALANDO SOBRE POLÍTICA: VALORES X VALORE$

                   Cada vez mais se torna complicado o dueto “Religião x política” e em um mundo globalizado, o que acontece lá fora é igual o que acontece aqui no Brasil.
 
                  Durante as últimas eleições, vi e li muita gente “pregando de bom moço” contra determinados candidatos à prefeito e vereador, sobre a bandeira que tais candidatos eram a favor do aborto, das drogas e do casamento Gay. Ora, eu também sou contra estas e outras coisas, mas como pessoa inteligente que me julgo, sei que prefeitos e vereadores não possuem competência para decidirem sobre legalização disto ou aquilo
 
                  Então, por que tanto barulho? Simples, por causa da conveniência de alguns “puritanos” que se deixam levar por políticos maquiavélicos, se transformando em massa de manobra e cometendo crime eleitoral de venda de votos. Se eu parasse meu artigo aqui, já estaria suficiente para explicar que não podemos condenar um pecado, cometendo outros. Os fins não justificam os meios!
 
                 Com líder cristão, não posso me esquecer dos meus liderados. Há líderes que andam em seus carros com ar condicionado e que se esquecem que seus liderados utilizam transporte público em temperaturas insuportáveis. Ora, um verdadeiro líder necessita se importar com o “Status quo” de seus liderados, até mesmo na hora do voto.
 
                Fui atraído ao site do grande evangelista Billy Graham, aonde há um vídeo que ele exorta aos cristãos à votarem pensando na “defesa dos valores bíblicos”. Ocorre que lá é momento de campanha presidencial !
 
                 Entretanto, ao defender uma plataforma corretíssima, a do casamento entre homens e mulheres, a campanha de Graham deu à entender que o candidato deveria ser Mit Romney. Ou seja, um mórmom, que é uma seita e nos USA defende casamento poligâmico
 
                 Outro fato estranho, foi a retirada da mesma página um artigo que falava sobre a definição de seita e do mormonismo (igual aquilo que todo pastor aprendeu no seminário em religiões comparadas).
 
                   Assim, temos um belo exemplo da complicada relação da religião com a política
 
                 Aqui em terras tupiniquins, ouve-se falar que um grupo de 100 pastores que apoiavam um determinado candidato no 1º turno, mudaram de idéia por “orientação divina” e passaram à apoiar outro candidato no segundo turno. Porém, em uma reunião,  um dia antes das eleições, uma certa quantidade de “ofertas” teriam sido entregues aos seguidores destes líderes. Além de corrupção, qual o outro nome disto? CONVENIÊNCIA: PRÓPRIA !!!
 
                   Penso que precisamos usar nosso cérebro e refletir. A Igreja de Jesus Cristo santo dos últimos dias aceita o aborto em casos limitados, por exemplo, se a concepção foi causada por estupro ou incesto[1], quando a mãe está com a vida em perigo[1] e quando for demonstrado que o feto padece de graves defeitos que não lhe permitem viver após o nascimento. Mit Romney sendo adepto desta igreja, é doutrinado desta maneira.
 
                   Porém, Mit Romney acabou de dizer que irá transformar o sistema de segurança climático de federal para estadual. Porém, o sistema sendo federal acabou de salvar centenas de milhares de pessoas de um desastre ainda maior. Vale lembrar, que Barack Obama é a favor do sistema federal.
 
                    Neste caso, quem mataria mais pessoas, Mit Romney ou Obama ?
 
                    Vamos trazer as coisas para o nosso contexto. Um prefeito ou vereador que “supostamente” seja a favor do aborto, mas que defende e trabalha pelo saneamento básico, saúde e segurança. Note bem, eles não possuem competência legislativa para decidirem nada sobre o aborto que “supostamente” (pois nunca foi comprovado) eles “defendem”. Porém, um candidato que à prefeito, que é contra radicalmente ao aborto (que de igual forma não altera nada no congresso federal), mas é a favor do empresários que estão desempregando chefes de família, que amam o lucro fácil, que pelo efeito corruptivo não pagam os salários do lixeiros, deixando nossas ruas com mau odor e vetores... seria este o “candidato de Deus”? Tenho minhas dúvidas...
 
                   Qual a solução para este intrigante jogo de xadrez? Vota em Branco ou nulo? Vender o voto? Votar no candidato “A” ou no “B” ?
 
                    Todos nós sabemos que a vontade de Deus é uma só e que não muda de eleição para eleição, e nem de país para outro país.
 
                     Como falamos de Xadrez, vale lembrar de uma das situações em que colocaram Jesus em quase “xeque-mate”. Poderíamos até batizar um sermão como o título: “Saia do Xeque Mate com a ajuda de Jesus!”
 
                     Em Mateus, aparece tal situação: “Dize-nos, pois, que te parece? É lícito pagar o tributo a César, ou não? Jesus, porém, conhecendo a sua malícia, disse: Por que me experimentais, hipócritas? Mostrai-me a moeda do tributo. E eles lhe apresentaram um dinheiro. E ele diz-lhes: De quem é esta efígie e esta inscrição? Dizem-lhe eles: De César. Então ele lhes disse: Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.” (Mt 22.17-21)    
 
                     Jesus dá uma resposta reveladora sobre como Deus trata as contingências humanas. Poderia estar de Jesus uma revolta, mas Jesus não priorizou sintomas e sim a causa: PECADO.
 
                   Jesus ensinou a cumprir com as obrigações humanas e com os deveres Cristãos – “Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”. Parte considerável da igreja crê que “César” vai fazer o que só Deus pode fazer. Estão dando à Deus o que é de César, e à César o que é de Deus
 
                   Não vamos transformar o mundo por meio da política, mas sim por meio do evangelho de Cristo!
 
                  Cremos nas profecias, mas fugimos delas. Sabemos da grande perseguição ao Cristianismo, mas vivemos tentando evitá-la de forma política. E pior, além de acharmos que “César” (o homem) pode nos dar um futuro melhor do que o prometido pela Bíblia, ainda usamos de um pecado para combatermos o outro.  A Bíblia mesmo diz: “Um abismo chama outro abismo...”

terça-feira, 31 de julho de 2012

Conheça-te a ti mesmo !



“Pela fé Moisés, já nascido, foi escondido três meses por seus pais, porque viram que era um menino formoso; e não temeram o mandamento do rei.Pela fé Moisés, sendo já grande, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, Escolhendo antes ser maltratado com o povo de Deus, do que por um pouco de tempo ter o gozo do pecado;Tendo por maiores riquezas o vitupério de Cristo do que os tesouros do Egito; porque tinha em vista a recompensa.Pela fé deixou o Egito, não temendo a ira do rei; porque ficou firme, como vendo o invisível.”                                      Hebreus 11:23-27

Conheça sua Identidade...

1 - DEMONSTRA MINHA MATURIDADE ESPIRITUAL

“Pela fé Moisés, sendo já grande, recusou ser chamado filho da filha de Faraó”       Hebreus 11:24

Disse Jesus: “... porque sei de onde vim, e para onde vou...”   João 8:14

Jesus, sabendo que o Pai tinha depositado nas suas mãos todas as coisas, e que havia saído de Deus e ia para Deus      João 13:3

2 - DEFINE MINHAS RESPONSABILIDADES

“Pela fé Moisés, sendo já grande, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, Escolhendo antes ser maltratado com o povo de Deus, do que por um pouco de tempo ter o gozo do pecado”    v. 25

Dicas:
Pare de responsabilizar os outros pelos seus erros
Pare de deixar os outros tomarem suas decisões espirituais

3 -DECIDE MINHAS PRIORIDADES

“Tendo por maiores riquezas o vitupério de Cristo do que os tesouros do Egito; porque tinha em vista a recompensa.”    V.26

Prioridades do Mundo:
Vs 24 - Poder (Popularidade)
Vs 25 - Prazeres
Vs 26 - Posses

Prioridades de Moisés:
1-Seguir os propósitos de Deus
2 -Amar as pessoas de Deus
3 - Ter a Paz de Deus

4 - DETERMINA  MINHA ETERNIDADE

“Pela fé deixou o Egito, não temendo a ira do rei; porque ficou firme, como vendo o invisível” . VS 27

“ Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus”    Hebreus 12:2

“ Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. “Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra”    Colossenses 3:1-2

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Big Bang: Quando os astrônomos descobrem o que a Bíblia revela !



                      A maioria dos tratados científicos sobre cosmologia dão crédito à Arno Penzias e Robert Wilson, sobre a descoberta de que o Universo surgiu de uma grande explosão conhecida como Big Bang. Embora seja verdade de que eles foram os primeiros à descobrir  a radiação deixada pelo evento da criação do Universo (1965), eles não foram os primeiros a reconhecer que o Universo sofreu uma expansão, partindo de um estado quente e compacto.

                   Em 1946, George Gamow calculou que o Universo está em expansão. Em 1929, Edwin Hubble estabeleceu a velocidade das galáxias, como resultado de uma grande explosão. Quase na mesma época, Abbé Georges Lemaître, um padre jesuíta foi o primeiro a promover o Big Bang como o evento descrito na Bíblia: Haja Luz !

                   A primeira evidência científica para um Big Bang vem de 1916, quando Einstein observou que suas equações apontavam para um universo em expansão. Mesmo assim, ele se recusou a aceitar o princípio implicito e preferiu com o senso comum na época de que o Universo era eterno.

                   Todos estes cientistas estavam ultrapassados quase 2500 anos, pelos escritores bíblicos. Profetas e apóstolos, que não entendiam de astronomia, repetidamente escreveram sobre os fundamentos do Big Bang, ao afirmarem sobre uma criação, de um tempo finito e um universo passando por uma expansão.

                   Em Isaías 42:5 diz: “Assim diz Deus, o SENHOR, que criou os céus e os estendeu...” Ou seja, Deus criou o Universo e o estendeu... expandiu !!!

                   O Hebraico traduz a expressão “criou” de Isaías 42:5 como “barah”, que tem como sentido “trazer a existência algo novo, que partiu do nada..” Esta mesma palavra(bara´) é citada sete vezes no A.T. (Gênesis 1:1; 2:3; 2:4; Salmo 148:5, Isaías 40:26; 42:5; 45:18).

                     Hebreus 11:3 reforça isto quando diz: “Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente.” Ou seja, aquilo que é visto é detectado, foi feito daquilo que não é visto. Moléculas !!!

                   A Bíblia afirma que Deus é o agente pré-existente responsável pela criação do Universo. Deus antecede ao Universo e participou ativamente de sua criação. Em Colossenses 1,assim como em Provérbios 8:22-31, João 17:24; Efésios 1:4, 2 Timóteo 1:9; Tito 1:2 e 1 Pedro 1:20, são textos que nos afirmam sobre isto.

                      Diversos versículos relatam a palavra “esticado” ao se referir aos Céus. Jó 9:8; Salmo 104:2, Isaías 40:22; 42:5; 44:24; 45:12; 48:13; 51:13, Jeremias 10:12 e 51:15

                      É impressionante que estes onze versos usam formas verbais diferentes para descrever o alongamento dos céus. Sete versículos, Jó 9:08, Salmo 104:2, Isaías 40:22; 42:5; 44:24; 51:13, e Zacarias 12:1 empregam a forma de particípio ativo do verbo Qal Natah. Esta forma literalmente significa "curso continuo, alongamento" (os céus). Quatro versos, Isaías 45:12; 48:13 e Jeremias 10:12; 51:15 use o tempo perfeito Qal.

                      Assim, segundo a Bíblia, o alongamento dos céus é tanto “acabado” como “permanente”, conforme Is. 40:22 (“E ele o que está assentado sobre o círculo da terra, cujos moradores são para ele como gafanhotos; é ele o que estende os céus como cortina, e o desenrola como tenda para nela habitar.”)  aonde encontramos os dois verbos usados de formas diferentes. A palavra “Estende” é o verbo Natah no particípio ativa Qal. Na parte final, a palavra “desenrola” é mathah na forma de waw é um Qal Imperfeito, que traduzido literalmente daria “espalhou para fora”.

                  Além de declarar notoriamente a circunferência terrestre, Isaías diz que Deus estendeu os céus e constantemente exerce seu poder denserolando o Universo. O primeiro no ato completo e o segundo no tempo contínuo.

                    Qual princípio da cosmologia é parecido com a declaração bíblica? Resposta: Big Bang ! Pois apenas o Big Bang defende que toda a criação física foram criadas instantaneamente e que terminou, permitindo uma expansão contínua do Universo.

                      Finalizando, a Bíblia além de defender o Big Bang, afirma que  as leis da termodinâmica, gravidade e eletromagtismo agiram durante toda a criação.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

sábado, 12 de maio de 2012

sexta-feira, 11 de maio de 2012

LIÇÕES DE LIDERANÇA TIRADAS DE UM FILME DE ADOLESCENTES


Como fã dos super heróis Marvel, peguei minha família e fomos assistir “Os Vingadores”. Película que conta a história de um grupo de indivíduos super poderosos que se unem para lutar contra um inimigo determinado à destruir a Terra.
Logo nos primeiros minutos, surgem as primeiras lições de liderança que demonstram que um trabalho em equipe não ocorre da noite para o dia. Eles formavam um grupo, mas estavam longe de formar uma equipe.

Talvez em sua organização, você disponha de um grupo de pessoas super competentes, mas que ainda não conseguiram o alinhamento de uma equipe de alto impacto.

Vejamos o Problema:
. Pessoas possuem egos e emoções diferentes  - O Homem de ferro é egocêntrico, Thor não estava acostumado à obedecer ordens, Capitão América trazia a culpa em sua alma, Hulk se irritava facilmente... Líderes não são perfeitos, possuem defeitos que precisam ser tratados a fim de que haja entrosamento com os demais membros da equipe;

Vejamos as lições:
1) Livre-se da EU QUIPE e forme uma EQUIPE
Quando Líderes se unem, podem salvar o Mundo. Enquanto agiam cada um por si, não conseguiram a vitória desejada.

2) O Líder precisa ter fé em DEUS
Hulk não se curva ao “deus” homem (Thor ou Loki), ele diz só conhecer um DEUS.

3) Líderes não tem plano de Ataque – Eles possuem um Plano: ATAQUE !!!
Líderes fazem as coisas acontecerem. São proativos, efetivos, determinados.

4) Líderes conquistam os liderados
Capitão América dá uma ordem ao policial, que o questiona. Em instante, o herói dá exemplo vencendo os inimigos, e o policial resolve não questionar mais e obedece o exemplo do líder

5) Líderes usam problemas para transformá-los em oportunidades
O Homem de Ferro usa a bomba atômica destinada à destruir Nova Iorque, para destruir os inimigos espaciais

6) Líderes trabalham com seus pontos fortes e não com os pontos fracos
Nenhum líder sabe tudo e consegue fazer tudo sozinho. Quando aprendemos qual é o nosso ponto forte e o maximizamos, poderemos dar o melhor de nós em busca de uma visão.

7) Líderes investem em boa comunicação
O Inimigo investiu pesado para criar “ruídos de comunicação” entre nossos super heróis. Enquanto cada uma falava sua própria língua, nada dava certo e quase todos morreram. No momento em que todos resolvem falar a mesma língua (um mesmo foco, visão, objetivo) as coisas mudam drasticamente, culminando na vitória.

Moral da história: Que possamos aprender as lições do filme, e transformar nossa equipe em “Os Vingadores” da falta de propósito nas instituições.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Pastores feridos (Um artigo comentado)

 Pastores que abandonam o púlpito enfrentam o difícil caminho da auto-aceitação e do recomeço.

Por Marcelo Brasileiro * Extraído da Revista Cristianismo Hoje (http://cristianismohoje.com.br/materia.php?k=854)

Desânimo, solidão, insegurança, medo e dúvida. Uma estranha combinação de sensações passou a atormentar José Nilton Lima Fernandes, hoje com 41 anos, a certa altura da vida. Pastor evangélico, ele chegou ao púlpito depois de uma longa vivência religiosa, que se confunde com a de sua trajetória. Criado numa igreja pentecostal, Nilton exerceu a liderança da mocidade já aos 16 anos, e logo sentiria o chamado – expressão que, no jargão evangélico, designa aquele momento em que o indivíduo percebe-se vocacionado por Deus para o ministério da Palavra. Mas foi numa denominação do ramo protestante histórico, a Igreja Presbiteriana Independente (IPI), na cidade de São Paulo, que ele se estabeleceu como pastor. Graduado em Direito, Teologia e Filosofia, tinha tudo para ser um excelente ministro do Evangelho, aliando a erudição ao conhecimento das Sagradas Escrituras. Contudo, ele chegou diante de uma encruzilhada. Passou a duvidar se valeria mesmo a pena ser um pastor evangélico. Afinal, a vida não seria melhor sem o tal “chamado pastoral”?
As razões para sua inquietação eram enormes. Ordenado pastor desde 1995, foi justamente na igreja que experimentou seus piores dissabores. Conheceu a intriga, lutou contra conchavos, desgastou-se para desmantelar o que chama de “estrutura de corrupção” dentro de uma das igrejas que pastoreou. Mas, no fim de tudo isso, percebeu que a luta fora inglória. José Nilton se enfraqueceu emocionalmente e viu o casamento ir por água abaixo.  Mesmo vencendo o braço-de-ferro para sanar a administração de sua igreja, perdeu o controle da vida. A mulher não foi capaz de suportar o que o ministério pastoral fez com ele. “Eu entrei num processo de morte. Adoeci e tive que procurar ajuda médica para me restabelecer”, conta. Com o fim do casamento, perdeu também a companhia permanente da filha pequena, uma das maiores dores de sua vida.
Foi preciso parar.  No fim de 2010, José Nilton protocolou uma carta à direção de sua igreja requisitando a “disponibilidade ativa”, uma licença concedida aos pastores da denominação. Passou todo o ano de 2011 longe das funções ministeriais. No período, foi exercer outras funções, como advogado e professor de escola pública e de seminário.  “Acho possível servir a Jesus, independentemente de ser pastor ou não”, raciocina, analisando a vida em perspectiva. “Não acredito mais que um ministério pastoral só possa ser exercido dentro da igreja, que o chamado se aplica apenas dentro do templo. Quebrei essa visão clerical”. Reconstruindo-se das cicatrizes, Nilton casou-se novamente. E, este ano retornou ao púlpito, assumindo o pastoreio de uma igreja na zona leste de São Paulo. Todavia, não descarta outro freio de arrumação. “Acho que a vida útil de um líder é de três anos”, raciocina. “É o período em que ele mantém toda a força e disposição. Depois, é bom que esse processo seja renovado”. É assim que ele pretende caminhar daqui para frente: sem fazer do pastorado o centro ou a razão da sua vida.
Encontrar o equilíbrio no ministério não é tarefa fácil. Que o digam os ex-pastores ou pastores afastados do púlpito que passam a exercer outras atividades ou profissões depois de um período servindo à igreja. Uma das maiores denominações pentecostais do país, a Igreja do Evangelho Quadrangular (IEQ), com seus 30 mil pastores filiados – entre homens e mulheres –, registra uma deserção de cerca de 70 pastores por mês desde o ano passado. Os números estão nas circulares da própria igreja. Não é gente que abandona a fé em Cristo, naturalmente; em sua maioria, os religiosos que pedem licença ou desligamento das atividades pastorais continuam vivendo sua vida cristã, como fez José Nilton no período em que esteve afastado do púlpito. É que as pressões espirituais e as demandas familiares e pessoais dos pastores, nem sempre supridas, constituem uma carga difícil de suportar ao longo doa anos. Some-se a isso os problemas enfrentados na própria igreja, as cobranças da liderança, a necessidade de administrar a obra sob o ponto de vista financeiro e – não raro – as disputas por poder e se terá uma ideia do conjunto de fatores que podem levar mesmo aquele abençoado homem de Deus a chutar tudo para o alto.
A própria IPI, onde José Nilton militou, embora muito menor que a Quadrangular – conta com cerca de 500 igrejas no país e 690 pastores registrados –, teria hoje algo em torno de 50 ministros licenciados, número registrado em relatório de 2009. Pode parecer pouco, mas representa quase dez por cento do corpo de pastores ativos. Caso se projete esse percentual à dimensão da já gigantesca Igreja Evangélica brasileira, com seus aproximadamente 40 milhões de fiéis, dá para estimar que a defecção dos púlpitos é mesmo numerosa. De acordo com números da Fundação Getúlio Vargas, o número de pastores evangélicos no país é cinco vezes maior do que a de padres católicos, que em 2006 era de 18,6 mil segundo o levantamento Centro de Estatísticas Religiosas e Investigações Sociais. Porém, devido à informalidade da atividade pastoral no país, é certo que os números sejam bem maiores.

FERIDOS QUE FEREM
O chamado pastoral sempre foi o mais valorizado no segmento evangélico. Por essa razão, é de se estranhar quando alguém que se diz escolhido por Deus para apascentar suas ovelhas resolva abandonar esse caminho. Nos Estados Unidos, algumas pesquisas tentam explicar os principais motivos que levam os pastores a deixar de lado a tarefa que um dia abraçaram. Uma delas foi realizada pelo ministério LifeWay, que, por telefone, contatou mil pastores que exerciam liderança em suas comunidades eclesiásticas. E o resultado foi que, apesar de se sentirem privilegiados pelo cargo que ocupavam (item expresso por 98% dos entrevistados), mais da metade, ou 55%, afirmaram que se sentiam solitários em seus ministérios e concordavam com a afirmação “acho que é fácil ficar desanimado”. Curiosamente, foram os veteranos, com mais 65 anos, os menos desanimados. Já os dirigentes das megaigrejas foram os que mais reclamaram de problemas. De acordo com o presidente da área de pesquisas da Life Way, Ed Stetzer – que já pastoreou diversas igrejas –, a principal razão para o desânimo pode vir de expectativas irreais. “Líderes influenciados por uma mentalidade consumista cristã ferem todos os envolvidos”, aponta. “Precisamos muito menos de clientes e muito mais de cooperadores”, diz, em seu blog pessoal.
Outras pesquisas nos EUA vão além. O Instituto Francis Schaeffer, por exemplo, revelou que, no último ano, cerca de 1,5 mil pastores têm abandonado seus ministérios todos os meses por conta de desvios morais, esgotamento espiritual ou algum tipo de desavença na igreja. Numa pesquisa da entidade, 57% dos pastores ouvidos admitiram que deixariam suas igrejas locais, mesmo se fosse para um trabalho secular, caso tivessem oportunidade. E cerca de 70% afirmam sofrer depressão e admitem só ler a Bíblia quando preparam suas pregações. Do lado de cá do Equador, o nível de desistência também é elevado, ainda mais levando-se em conta as grandes expectativas apresentadas no início da caminhada pastoral pelos calouros dos seminários. “No começo do curso, percebemos que uma boa parte dos alunos possui um positivo encantamento pelo ministério. Mais adiante, já demonstram preocupação com alguns dilemas”, observa o diretor da Faculdade Teológica Batista de São Paulo, o pastor batista Lourenço Stélio Rega. Ele estima que 40% dos alunos que iniciam a faculdade de teologia desistem no meio do caminho. Os que chegam à ordenação, contudo, percebem que a luta será uma constante ao longo da vida ministerial – como, aliás, a própria Bíblia antecipa.
E, se é bom que o ministro seja alguém equilibrado, que viva no Espírito e não na carne, que governa bem a própria casa, seja marido de uma só mulher (ou vice-versa, já que, nos tempos do apóstolo Paulo não se praticava a ordenação feminina) e tantos outros requisitos, forçoso é reconhecer que muita gente fica pelo caminho pelos próprios erros. “O ministério é algo muito sério” lembra Gedimar de Araújo, pastor da Igreja Evangélica Ágape em Santo Antonio (ES) e líder nacional do Ministério de Apoio aos Pastores e Igrejas, o Mapi. “Se um médico, um advogado ou um contador erram, esse erro tem apenas implicação terrena. Mas, quando um ministro do Evangelho erra, isso pode ter implicações eternas.”
Desde que foi criado, há 20 anos, em Belo Horizonte (MG), como um braço do ministério Servindo Pastores e Líderes (Sepal), o Mapi já atendeu milhares de pastores pelo país. Dessa experiência, Gedimar traça quatro principais razões que podem ser cruciais para a desmotivação e o abandono do ministério. “Ativismo exagerado, que não deixa tempo para a família ou o descanso; vida moral vacilante, que abre espaço para a tentação na área sexual; feridas emocionais e conflitos não resolvidos; e desgaste com a liderança, enfrentando líderes autoritários e que não cooperam”, enumera. Para ele, é preciso que tanto os membros das igrejas quanto as lideranças denominacionais tenham um cuidado especial com os pastores. “Muitos sofrem feridas, como também, muitas vezes, chegam para o ministério já machucados. E, infelizmente, pastor ferido acaba ferindo”.
Quanto à responsabilidade do próprio pastor com o zelo ministerial, Gedimar é taxativo: “É melhor declinar do ministério do que fazê-lo de qualquer jeito ou por simples necessidade”. A rede de apoio oferecida pelo Mapi supre uma lacuna fundamental até mesmo entre os pastores – a do pastoreio. “É preciso criar em torno do ministro algumas estruturas protetoras. É muito bom que o líder conte com um grupo de outros pastores onde possa se abrir e compartilhar suas lutas; um mentor que possa ajudá-lo a crescer e acompanhamento para seu casamento e família e, por fim, ter companheiros com quem possa desenvolver amizades e relacionamentos saudáveis e sólidos”, enumera.

EXPECTATIVAS
Juracy Carlos Bahia, pastor e diretor-executivo da Ordem dos Pastores Batistas do Brasil (OPBB), sediada no Rio de Janeiro, conhece bem o dilema dos colegas que, a certa altura do ministério, sentem-se questionados não só pelos outros, mas, sobretudo, por si mesmos. Ele lida com isso na prática e sabe que o preço acaba sendo caro demais. “Toda atividade que envolve vocação, como a do professor, a do médico ou a do pastor, é vista com muita expectativa. Quando se abandona esse caminho, é natural um sentimento de inadequação”. Para Bahia, o desencantamento com o ministério pastoral é fruto também do que entende como frustrações no contexto eclesiástico. Há pastores, por exemplo, que julgam não ter todo seu potencial intelectual utilizado pela comunidade. “Às vezes, o ministro acha que a igreja que pastoreia é pequena demais para seus projetos pessoais”, opina. Isso, acredita Bahia, estimula muitos a acumularem diversas funções, além das pastorais. “Eu defendo que os pastores atuem integralmente em seus ministérios. Porém, o que temos visto são pastores-advogados, pastores-professores, enfim, pastores que exercem outras profissões paralelas ao púlpito”, observa.
No entender do dirigente da OPBB, esse acúmulo de funções mina a energia e o potencial do obreiro para o serviço de Deus. A associação reúne aproximadamente dez mil pastores batistas e Bahia observa isso no seio da própria entidade: “Creio que metade deles sofra com a fuga das atividades pastorais para as seculares”. Contudo, ele acredita que deixar o ministério não é algo necessariamente negativo. “A pessoa pode ter se sentido vocacionada e, mais adiante na vida, por meio da experiência, das orações e interação com outros pastores, é perfeitamente possível chegar à conclusão que a interpretação que fez sobre seu chamado não foi adequada e sim emotiva”.
Quando, já na meia idade, casado e com dois filhos, ingressou no Seminário Presbiteriano do Norte (SPN), na capital pernambucana, Recife, Francisco das Chagas dos Santos parecia um menino de tanto entusiasmo. Nem mesmo as críticas de parentes para que buscasse uma colocação social que lhe desse mais status e dinheiro o desmotivou. “A igreja, para mim, é a melhor das oportunidades de buscar e conhecer meu Criador para que, pela graça, eu continue com firmeza a abrir espaço em meu coração para que ele cumpra sua vontade em mim, inclusive no ministério pastoral”, anotou em sua redação para o ingresso no SPN, em 1998. Ele formou-se no curso, foi ordenado pastor em 2003 e dirigiu igrejas nas cidades de Garanhuns e Saloá.
Hoje, aos 54 anos, Francisco trabalha como servidor público no Instituto Agronômico de Pernambuco. Ainda não curou todas as feridas e ressentimentos desde que, em 2010, entregou seu pedido de desligamento da denominação. Ele lamenta o tratamento recebido pelos seus superiores enquanto foi pastor. “Minha opinião sobre igreja não mudou. Nunca planejei um dia pedir licença ou despojamento do ministério. Mas entendo que somos o Corpo de Cristo, e, se uma unha dói, todos nós estamos doentes”, pondera. “Não é possível ser pastor sem pensar em restaurar vidas – e existem muitas vidas precisando de conserto, inclusive entre nós, pastores”.
A vida longe dos púlpitos ainda não foi totalmente sublimada e Francisco sabe bem que será constantemente indagado sobre sua decisão de deixar o ministério. “A impressão é que você deixou um desfalque, que adulterou ou algo parecido”, observa. Ele não considera voltar a pastorear pela denominação na qual se formou, porém não consegue deixar de imaginar-se como pastor. “Uma vez pastor, pastor para sempre”, recita, “muito embora as pessoas, em geral, acreditem que seja necessário um púlpito.”

Meu Comentário: 

Problemas doutrinários e sexuais à parte, existem sempre aqueles pastores que foram feridos por outros motivos não mencionados no artigo. Há pastores honestos, integros em sua vida familiar, que pregam a Bíblia com oração e preparo homilético, mas que mesmo assim foram feridos.
No artigo, não foi mencionado os "donos de igreja". Àqueles que se "sentem" donos do templo, das propriedades, e por vezes, do próprio pastor.
Eu conheço "n" casos de pastores que eram perseguidos por gozarem férias anuais ou até mesmo o próprio descanso semanal. Conheço outros, que eram perseguidos por pregarem sobre integridade, sobre o Céu e o Inferno e outros pecados.
Eu mesmo já fui ferido por pregar contra o pecado sexual e o mau hábito de membros de igrejas frequentarem festividades pagãs e idólatras !
Com o advento das redes sociais, não raramente, os "cristãos internautas" se esquecem e postam suas "aventuras diárias" na rede. Vez por outra lemos de um membro de igreja num show de Ivete Sangalo, uma participação em uma noitada numa boate ou coisas do gênero. E eu me pergunto: "Qual Pastor SÉRIO que não fica ferido ao ver ou saber que uma ovelha participa de eventos condenados pela Palavra de Deus?"
Quando um pastor não faz vista "grossa" para as mazelas de seu rebanho, quando prega a palavra e preside sua igreja com zelo e disciplina, é inevitável que ele esteja em "rota de colisão" com os donos de igreja.
Se a situação não é solucionada, o ministro fica entre "baratear" o evangelho (neste caso torna-se falso profeta) ou pregar a palavra da forma como ela é (e assim, deixar a igreja por exigência dos "donos"). Que sinuca !!!
Em tempos em que as igrejas não excluem mais, em que um erro numa igreja não o é na igreja de esquina, e no qual muitos estão "pescando em aquário", a situação demanda de uma análise mais complexa, detalhada...


quarta-feira, 4 de abril de 2012

Tempo De Descansar



"Ao que ele lhes disse: Vinde vós, à parte, para um lugar deserto, e descansai um pouco. Porque eram muitos os que vinham e iam, e não tinham tempo nem para comer" (Marcos
6:31).



Um membro de igreja aproximou-se de seu pastor e disse: "Eu
liguei para você na segunda-feira mas não o encontrei". O pastor explicou que era seu dia de folga e que havia saído com a família. "O que?" falou com espanto e demonstrando toda a sua santa indignação, "o diabo não tem um dia de folga". "Você está certo, " disse o ministro, "e se eu não tiver um dia de folga, apenas seria igual a ele!"


Muitas vezes, na ânsia de servir, de mostrar toda a nossa
capacidade, de tentar alcançar nossos sonhos e até de demonstrar nossa santidade e espiritualidade, enveredamos
por uma estrada de grandes esforços que só nos levará ao
cansaço e decepções.


Trabalhar bem não significa trabalhar sem parar. Servir, com
dedicação, a Deus, não significa doar-se completamente, deixando de lado nossas obrigações pessoais e familiares. O próprio Senhor ensinou isso a Seus discípulos. Se negligenciamos os cuidados do lar, do marido e esposa, dos filhos e do nosso relacionamento com a sociedade, todo o nosso trabalho incessante e espiritual, de nada servirá.


É necessário um equilíbrio, um esforço consciente, um
descanso para recuperar forças e novos aprendizados. Um trabalho menor, mas de melhor qualidade, é muito mais
importante e de maior valor para todas as áreas de nossa
vida.


Eu gosto do texto bíblico que fala da grande pescaria no Mar
da Galiléia. O grande milagre não aconteceu após o trabalho de toda uma noite, mas, após um pequeno intervalo onde os
discípulos pararam para descansar e limpar suas redes.



Se o cansaço de muitas tentativas, sem sucesso, tem lhe
desanimado, lembre-se do ensino do Mestre. Pare um pouco, descanse no Senhor, busque Sua direção e ensinamentos. Ele
renovará suas forças, seu vigor espiritual, sua fé e sua
esperança. Você verá que, debaixo de Sua graça, as bênçãos serão maiores e o trabalho menor.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Secular ou Santo: Qual a natureza do seu trabalho fora da Igreja?


   Estou preparando uma série de mensagens chamadas “Seja bem sucedido em sua profissão”, na qual trago dicas bíblicas para o nosso dia-a-dia em nossas profissões, a qual erroneamente chamamos de profissões “seculares”.

                          Em tempo, cabe-me explicar ao leitor que não é membro de nenhuma igreja, que o termo “secular” por definição é: 1 Regime secular ou laical. 2 Espírito ou tendência secular. 3 Sistema ético que rejeita toda forma de fé e devoção religiosas e aceita como diretrizes apenas os fatos e influências derivados da vida presente; laicismo.

                       Para nós evangélicos, portanto, chama-se de “secular” tudo aqui que não tem haver com igreja ou nosso exercício religioso ! Ou seja, criou-se uma “departamentalização” do que é “espiritual” e o que é “secular”. Assim, como o antônimo de “secular” é “sacro ou eclesiástico” este conceito se fundiu na mente de muitas pessoas, modificando o modus vivendi do cristianismo. Como uma coisa é uma coisa, e a outra é outra coisa, vivemos o religioso no ambiente eclesiástico e o secular no ambiente extra eclesiático. Isto é um enorme erro do ponto de vista bíblico, pois a vida cristã é um estilo diário de vida !
                    
                      Na prática é viver o cristianismo como religiosidade expressa nos dias de convívio eclesiástico, e a vida fora da igreja de forma “secular”. Desta forma, não é de se estranhar o elevadíssimo número de comentários e contestações de natureza negativa que ouvimos quando temos convívio com um empregado ou um empregador que se diz evangélico.

                     Em 1 Co. 10: 31, lemos: “Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus." Porém, quando vamos ver na prática... a coisa é bem diferente...

                   O Cristão não deve ser metido, orgulhoso ou presunçoso. Porém, deve buscar a excelência em tudo o que faz. Isto é um mandamento. Mas, como aquilo que fazemos “fora da igreja” é chamado de “secular”, então não entendemos que uma forma poderosa de pregar o evangelho é sendo exemplar em nossa conduta profissional.

                  Há alguns anos, conheci o Instituto Haggai. Uma das maiores lições que aprendi com esta organização é que meu trabalho é “meu ministério”. Pois, tudo que faço para o meu próximo é um exercício de um dom ou talento. Isto é tão forte para o Haggai, que das 10 bolsas oferecidas, 7 são para líderes que atuam fora do ambiente eclesiástico, ou seja, no conhecido ambiente chamado “secular”.

                       Como conseqüência do pós-modernismo, o relativismo ético acatou veementemente o viver cristão. Muitos procuram os pregadores de milagres à procura de progresso material na área empresarial, mas se esquecem do compromisso de buscar o conhecimento dos padrões divinos que devem nortear a vida de quem realmente deseja agradar à Deus.

                      Minhas experiências com maus profissionais vão desde pedreiros que não terminam as obras até a padaria de nome gospel aonde o presunto é vendido ao dobro do preço de mercado. O Por que disto? Porque as pessoas estão sendo ensinadas que se entregam seu dízimo na igreja, se cantam hinos aos domingos, a vida nos outros dias da semana é tempo gasto no “emprego secular”.

                    Eu fico pensando, que Jesus antes de iniciar seu ministério, trabalhava com seu Pai terreno na marcenaria. Com toda a certeza, Jesus não fazia nada “meia boca”. Era tudo com excelência! Ou seja, Jesus não encarou sua profissão de Marceneiro como algo secular.

                  A falta de excelência, ou seja, a Mediocridade, afeta o testemunho cristão eficaz. Hoje em dia, até mesmo cristãos evitam fazer qualquer tipo de negócio com outro cristão, simplesmente para evitar dores de cabeça com cristão que desconhecem questões mínimas e essenciais sobre ética profissional.

                 A culpa desta situação, ao meu ver, é a pregação demasiada sobre a “busca desenfreada por bênçãos materiais”. A Igreja secularizou a mensagem do evangelho, facilitando a adesão de novos membros sem o discipulado. O maior paradoxo é que, ao encontrarmos uma pessoa que deixa o exercício de um ministério eclesiástico e se dedica à uma profissão “fora das 4 paredes da igreja” como um ministério, logo ele é taxado de estar no mundo “secular”.

                A maior pedra de tropeço nos dias atuais é o cristão que, apesar de ter uma bíblia sobre sua mesa, não vive uma sílaba do que lá está escrito durante o seu cotidiano.

               O pior eu ainda não disse... Tente exortar um destes cristãos com mentalidade de “emprego secular”. Diga que vender produtos fora da tabela não é certo, reclame que o serviço ficou ruim ou exorte que um cristão não pode ser agiota (serve o nome bonito “factory”)...  Você com certeza vai ser  chamado de “Carnal”, “Chato” e “Radical”.

              Recentemente, tomei a decisão de não viver apenas dependendo do sustento de uma igreja local. Assim, como o apóstolo Paulo, decidi “fazer tendas” (aliás, eu acredito que as tendas de Paulo eram excelentes!).

             Não importa o número de pessoas que eu influencio com os padrões do evangelho, a quantidade de me ouve pregando a palavra literalmente ou as portas que são abertas para que o evangelho entre na mídia social de forma positiva. Não importa, estou mesmo no emprego “secular”!

             Esta na hora de profissionais que confessam a fé em Jesus olharem para seus empregos ditos “seculares” com olhos de quem tem visão do imenso campo missionário que podemos atingir.

             Apenas em 2011, através da astronomia e da Ouvidoria, meu convívio foi com um público superior há 6000 pessoas, sendo 99% pessoas sem igrejas. Eu pergunto: “Qual campanha de evangelismo atinge este público em nossas igrejas?”

              Imagine você, profissionais da educação, saúde, ciência, transportes, justiça, segurança pública... todos anunciando Jesus no seu modo de viver, na sua ética e no seu testemunho de ações práticas?

              Talvez seja isto que ainda permita uma igreja ter visitantes à cada final de semana, porque ainda há gente testemunhando de segunda à sexta, sem pensar que é uma atividade “secular”. 

quinta-feira, 29 de março de 2012

SÉRIE: SEJA ABENÇOADO - Seguindo os Passos de Abraão



“E cumpriu-se a Escritura, que diz: E creu Abraão em Deus, e foi-lhe isso imputado como justiça, e foi chamado o amigo de Deus.” Tiago 2:23
Mensagem 01: Seja Amigo de Deus – O Passo da Fé
Pr. Eduardo Baldaci de Lima
I – Aceite que A Fé é condição para a  Benção
Ora, sem fé é impossível agradar a Deus...” Heb.11:6
“...E creu Abraão em Deus” Tia. 2:23
II – Entenda que a Fé é necessária para nos aproximar de Deus
III – Decida ser um Amigo de Deus
Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. Já vos não chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer.” João 15:14-15

1º passo – Crêr em Deus
2º passo – Aproximar-se de Deus
3º passo – Obedecer a Deus
MEDITAÇÃO ESPECIAL: O único lugar aonde Benção vem antes de Obediência é no Dicionário. Na vida real, primeiro Obedecemos à Deus, depois somos abençoados por Ele

“Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores; antes tem seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e noite.”
Salmos 1:1-2